Fosse eu
móvel como tu
No suspenso da noite com uma luz deserta
A contemplar com pálpebra imortal aberta
Longe e impaciente
Mas firme e imutável sempre
Descansa no sonho que te guarda eis meu belo amor
Para sentir sempre o seu tranqüilo arfar
Desperto e sempre
E sempre assim viver ou
Desmaiar na morte... pois,
Meu coração dói
E um torpor apático aflige meu juízo
Como se esse culto eu houvesse bebido
Não é por inveja do tanto que possuis
Mas na tua felicidade excessiva na qual sou feliz
Que tu leve embreada de alada dos campos arvorados
Em alguma trama de faias verdes e incontáveis sombreados
Sobre o verão o canto despreocupado
Por um gole de vinho cegado
Resfriado por um longo tempo nas camadas profundas da terra
Com sabor de flora e do verde da serra
Dança a canção provençal e jubilo bronzeado
Por uma taça cheia do sul caloroso
Esta taça eu serviria e o mundo se tornaria invisível
Contigo eu desapareceria em uma remota floresta
Sumir para bem distante
Até esquecer completamente
Contigo no meio da folhagem
O cansaço a angustia e a aflição
Aqui onde os homens sentam e escutam
Um dos outros os gemidos
Onde a agitação e a tristeza sossegam um pouco
Onde a juventude cresce firme
E os fantasmas morrem
Onde pensar estará salvo do sofrimento
E o plúmbeo olhar desaparece
Nem um novo amor ansiar por algo além do amanhã
Longe, muito longe eu voarei contigo
Nunca na carroça de Baco puxada por seus leopardos
Mas nas assas invisíveis da poesia
Contudo o pensamento se assusta e se atrasa
Já contigo suave à noite e por acaso a rainha lua
Encontra-se no seu trono cercada por sua corte de estrelas
Mas aqui não há luz
Exceto a q vem do céu
Não posso ver as flores aos meus pés
Nem sentir o oloroso incenso que paira sobre a ramagem
Mas inebriado na penumbra
Acho tudo doce
Graças à oportuna primavera
Contemplo a relva o bosque e as arvores frutíferas
Claros espinhos e madressilvas e silvestres
Fugazes violetas deitassem sobre as folhas
E destacam-se o seu mais antigo broto
Secretamente ouço, observo
E por muito tempo fico fascinada pela leveza do amor
Chamei o por palavras ternas e em varias rimas
Para se mesclar ao ar fresco temporal
Agora mais do que nunca parece doce amar
o relógio marca meia noite
Enquanto tua arte flui tua alma te abandona
E ainda tu cantarias e seu réquiem se tornaria minha ópera
Tu não nasceste para morrer, pássaro imortal
Nem a fome dos homens ousou te abater
Desespero
Esta palavra é como um sino
Cujo dobre traz-me de volta a tempos do seu lado
A ilusão não pode enganar para sempre
Teria sido uma alucinação ou um sonho velado
Estou desperta ou durmo
Eis que agradeço por assim, agradeço por ser ....
Em teu ser.
No suspenso da noite com uma luz deserta
A contemplar com pálpebra imortal aberta
Longe e impaciente
Mas firme e imutável sempre
Descansa no sonho que te guarda eis meu belo amor
Para sentir sempre o seu tranqüilo arfar
Desperto e sempre
E sempre assim viver ou
Desmaiar na morte... pois,
Meu coração dói
E um torpor apático aflige meu juízo
Como se esse culto eu houvesse bebido
Não é por inveja do tanto que possuis
Mas na tua felicidade excessiva na qual sou feliz
Que tu leve embreada de alada dos campos arvorados
Em alguma trama de faias verdes e incontáveis sombreados
Sobre o verão o canto despreocupado
Por um gole de vinho cegado
Resfriado por um longo tempo nas camadas profundas da terra
Com sabor de flora e do verde da serra
Dança a canção provençal e jubilo bronzeado
Por uma taça cheia do sul caloroso
Esta taça eu serviria e o mundo se tornaria invisível
Contigo eu desapareceria em uma remota floresta
Sumir para bem distante
Até esquecer completamente
Contigo no meio da folhagem
O cansaço a angustia e a aflição
Aqui onde os homens sentam e escutam
Um dos outros os gemidos
Onde a agitação e a tristeza sossegam um pouco
Onde a juventude cresce firme
E os fantasmas morrem
Onde pensar estará salvo do sofrimento
E o plúmbeo olhar desaparece
Nem um novo amor ansiar por algo além do amanhã
Longe, muito longe eu voarei contigo
Nunca na carroça de Baco puxada por seus leopardos
Mas nas assas invisíveis da poesia
Contudo o pensamento se assusta e se atrasa
Já contigo suave à noite e por acaso a rainha lua
Encontra-se no seu trono cercada por sua corte de estrelas
Mas aqui não há luz
Exceto a q vem do céu
Não posso ver as flores aos meus pés
Nem sentir o oloroso incenso que paira sobre a ramagem
Mas inebriado na penumbra
Acho tudo doce
Graças à oportuna primavera
Contemplo a relva o bosque e as arvores frutíferas
Claros espinhos e madressilvas e silvestres
Fugazes violetas deitassem sobre as folhas
E destacam-se o seu mais antigo broto
Secretamente ouço, observo
E por muito tempo fico fascinada pela leveza do amor
Chamei o por palavras ternas e em varias rimas
Para se mesclar ao ar fresco temporal
Agora mais do que nunca parece doce amar
o relógio marca meia noite
Enquanto tua arte flui tua alma te abandona
E ainda tu cantarias e seu réquiem se tornaria minha ópera
Tu não nasceste para morrer, pássaro imortal
Nem a fome dos homens ousou te abater
Desespero
Esta palavra é como um sino
Cujo dobre traz-me de volta a tempos do seu lado
A ilusão não pode enganar para sempre
Teria sido uma alucinação ou um sonho velado
Estou desperta ou durmo
Eis que agradeço por assim, agradeço por ser ....
Em teu ser.
Nenhum comentário:
Postar um comentário