terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A noite e seu Merlot Bordeaux

Eu sou de baunilha
Quase esquecida, em mim
Desabo em chuva
Do céu gelado, nos suspiros do enlace
Encharcado pelo presente
Em meio a meia luz enfim digo “Boa Noite”
“Assim não será, no fim do oceano, ao sol nascer”
Não me deixe acordar! Nem o dia resplandecer.
É isso e só, mas meu maior, só em mim
Forte vento, vou e fico, fico e voo pairar em ti
Me subsiste memórias, dessas saboreei a nossa época
Risos de Amadeus, entre comemorações em ti meu templo
Foi e voltou tão chegado, faro aguçado
Não és teu esplendor de encantos exteriores
Me deito em tua essência de café abstrata e sutil...
“Assim não será, no fim do oceano, ao sol nascer”
Almas agarradas de datas não afloradas
Que ciclo pertencemos, na junção de nossos “eus.”
Boa noite, boa noite, boa noite...chuva que cai

                                                       Boa noite e assim se vai...

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