domingo, 5 de maio de 2013

( ) 08/01/13


Olho para dentro
Entregue e de branco
Espelho, fragmentado
...cansada
Abro as janelas
Densa na chuva
Deveras  amada pela aparência
Deveras  amada como uma tola
Não pelos que querem
Esses dias comuns

Vista por um erro
Lamento 
Na chuva 
...tiro 

O CINZA 01/01/13


Céu Curitibano, cheio de chuva
Leve lá fora
Leve aqui dentro 
de mim...

00:00 de um novo ciclo
Paginas em branco
Prece silenciosa
Eu vejo 
Ora além

O cinza é lindo

Como agora sei
Que deste momento pouco poderei ...
Sigo adiante sem saciar
Pois aqui lugar de meu "eu" sempre sera

Longe do cômodo
Vou pela curva Sul
Meu novo estranho
Fato e lógico

Portas para a razão

SEGUINDO O FLUXO 10/12/12


Estado novo
vida tecida
horas distorcidas
nada poético só ético
preciso embriagar
comprimidos brancos
relaxar
Medos diários
refazendo horas
este estado novo
ainda mata
Sede e cansada
pensamento velho
aquilo que não volta
por hora
Saudade aflita
palavra tão dita
no escritório da vida
no caixa da burocracia
Esta não sou eu
meu eu para outro dia
aquilo que queria
sonho minha amiga
Bebo as palavras
nesta noite pálida
onde o ar condicionado
me faz a inspiração
pobre em questão

NOVA ETAPA 07/10/12


Tenho vivido com sombras
São nuvens e sombras
Pouco tenho sossego

Presa e instável no tempo

Escondi os sonhos
Quem sabe um dia eu precise deles

Reservei horas
Apagando os espaços
No canto de minha mente

Eu quero achar o caminho
Quem sabe eu possa superar
Tenho fitado
Mas as estrelas se recusam a resplandecer

Escondi os sonhos
Quem sabe um dia eu precise deles

Não tenho, sequer, um sinal
Em algum lugar
Deve haver algo para minha alma
Em algum lugar

Eu espero luz no final
Momento que não sei se é real

O ESPERAR 18/09/12


Ainda percebo o que ficou
pois é só por dentro que mora
tudo o que se passou

Diz a lenda "resulte"
a frente o que te espera
o mistério não revela

Prossiga e não retome
prossiga e não esmoreça
ser mais que substancioso
ser somente
o que se é

Renascer em zero
escrever limpo
amar este passado
que nem sequer passou
sinto pois existe o que
nada mais é.

ORVALHOS 10/07/12


Olhe para o porvir
Reencontre
Ali, bem ali...em meio ao outeiro
Vós, ainda em miragem desfeita
Na ilusão de devaneios

O que não pode ser feito, desfeito se refaz
Cansada do estirão
A alma do artesão
Cede a frialdade

Fiz minhas promessas em meio a condolências
Os clamores e meus próprios desenhos
Então venha este meu caos, e se vá
Preciso respirar

Anseio por tal primavera em solidão
Conheço tais orvalhos
Esses mesmos me entardeceram em gotas
Onde poderia imortalizado acampar

Te preencho em cores, te abandono
Frios os raios amarelos de julho
Confio seguro, poente
Pobre, sou, em meu indefinido eu

Não sei explanar, reflexo?
Nem em meio a poemas
Outrora eu ainda cantara
Agora o silencio me ampara

Sim, um dia, insinuarei...
Pois esses mesmos me entardeceram em gotas
Orvalhos.

RUMO AO PARAÍSO 06/06/11 por Raphael Bertassin

Nas asas da imaginação os meus sonhos voam, em rumo a encontro do meu amor.
Antes trajeto feito a cavalo pelos desbravadores no seu caminhar.
Hoje nas nuvens vou galopando verso ao sul.
Azul o céu, esse me leva com serviços que os deuses ficariam a desejar.
Conforto e seguro ao destino estou...
Penso, naquela felicidade do meu amor ao me encontrar.
Como pássaro vejo indo feliz do seu planar,
Dou adeus a esse bravo voador, que logo logo virá me buscar...