Olhe para o porvir
Reencontre
Ali, bem
ali...em meio ao outeiro
Vós,
ainda em miragem desfeita
Na ilusão
de devaneios
O que não
pode ser feito, desfeito se refaz
Cansada
do estirão
A alma do
artesão
Cede a
frialdade
Fiz
minhas promessas em meio a condolências
Os clamores
e meus próprios desenhos
Então
venha este meu caos, e se vá
Preciso
respirar
Anseio
por tal primavera em solidão
Conheço
tais orvalhos
Esses
mesmos me entardeceram em gotas
Onde
poderia imortalizado acampar
Te
preencho em cores, te abandono
Frios os
raios amarelos de julho
Confio
seguro, poente
Pobre,
sou, em meu indefinido eu
Não sei
explanar, reflexo?
Nem em
meio a poemas
Outrora
eu ainda cantara
Agora o
silencio me ampara
Sim, um
dia, insinuarei...
Pois
esses mesmos me entardeceram em gotas
Orvalhos.