domingo, 5 de maio de 2013

ORVALHOS 10/07/12


Olhe para o porvir
Reencontre
Ali, bem ali...em meio ao outeiro
Vós, ainda em miragem desfeita
Na ilusão de devaneios

O que não pode ser feito, desfeito se refaz
Cansada do estirão
A alma do artesão
Cede a frialdade

Fiz minhas promessas em meio a condolências
Os clamores e meus próprios desenhos
Então venha este meu caos, e se vá
Preciso respirar

Anseio por tal primavera em solidão
Conheço tais orvalhos
Esses mesmos me entardeceram em gotas
Onde poderia imortalizado acampar

Te preencho em cores, te abandono
Frios os raios amarelos de julho
Confio seguro, poente
Pobre, sou, em meu indefinido eu

Não sei explanar, reflexo?
Nem em meio a poemas
Outrora eu ainda cantara
Agora o silencio me ampara

Sim, um dia, insinuarei...
Pois esses mesmos me entardeceram em gotas
Orvalhos.

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